COMPETITIVA 

• INTERNACIONAL #5 •

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ARGENTINA, 2021, 17’

OB SCENA

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de Paloma Orlandini Castro

Ob scena faz uso de documentos científicos e autobiografia para criar sua dramaturgia. “Um útero, duas trompas, um ovário e dúvidas.” De forma paradoxalmente asséptica, uma diversidade de materiais é manipulada, deslocada, sobreposta: tratados do avô sobre sexologia, pornografia, performance, relatos pessoais, desenhos e memórias. Neste experimento, o corpo da realizadora também é arquivo e dispositivo para desconstruir classificações rígidas e mecanismos que já não lhe cabem.

(Paula Santos)

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FRANÇA, 2020, 15’

MON IRIS

MINHA ÍRIS

de Annabelle Abdul

“Você vê minha atuação?” Pergunta Iris para Annabele, que está atrás da câmera a observando, e que guarda uma certa distância, quebrada por Iris. Iris, que constrói e brinca com imagens todo o tempo, no trabalho como cam girl, nas letras dos raps que escreve e performa, é quem conduz, escapa, se aproxima, direciona o olhar, com uma espontaneidade particular. Mon Iris também deixa espaço para onde não há controle: há timidez, vulnerabilidade, desordem e encanto.

(Paula Santos)

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VENEZUELA/ ESTADOS UNIDOS, 2020, 12’

MALEMBE

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de Luis Arnías

Ao mesmo tempo uma etnografia experimental e um happening caseiro, Malembe é um ensaio visual feito de cortes e de deslocamentos entre a Venezuela e os EUA. Com um notável rigor estético e um toque de humor surrealista, Luis Arnías explora os contrastes entre as paisagens desses dois territórios, bem como a dialética própria entre abstração e realidade, forma e política, experiência pessoal e coletiva, que continua a marcar de maneira decisiva o cinema de vanguarda latino-americano.

(João Dumans)

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ESTADOS UNIDOS, 2020, 3’

DREAMS UNDER CONFINEMENT

SONHOS EM CONFINAMENTO

de Christopher Harris

Pelo canal de rádio, a polícia de Chicago, frenética, solicita viaturas para reprimir os protestos do “Vidas Negras Importam”. Pareada às vozes, imagens vertiginosas do Google Earth simulam o rastreamento da ação, levando das ruas a um grande complexo carcerário dos EUA. Diante da tensão entre o que se vê e o que se escuta, novas camadas de significado não mapeadas pelos sistemas de vigilância moderna vão surgindo, em uma cartografia experimental de temporalidades e espaços.

(Vanessa Santos)

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MÉXICO, 2021, 22’

NOTES FOR DÉJÀ VU

NOTAS PARA DÉJÀ VU

de Colectivo Los Ingrávidos

Com uma extensa produção de insubordinações fílmicas, o coletivo Los Ingrávidos tensiona, repete, destrói e reedita as formas da memória por meio de uma política cósmica das imagens. Em Notes for a DejaVu, enquanto imergimos nos atravessamentos entre os altares dos seres-floresta e as ruas da cidade insurgente em lembrança ao Massacre de Tlatelolco, a voz de Jonas Mekas ecoa com a força de um ritual: “As memórias se foram, mas as imagens estão aqui, e elas são reais.”

(Felipe Carnevalli)

COMPETITIVA INTERNACIONAL #5
INT 5 | 69' | 18 anos

EXIBIÇÃO ON-LINE

07 de novembro (20h) a 09 de novembro (20h)
cineHumbertoMauro/MAIS

EXIBIÇÃO PRESENCIAL

08 de novembro (20h)
Cine Humberto Mauro - Palácio das Artes

A distribuição dos ingressos se inicia sempre às 12h na bilheteria do Cine Humberto Mauro. É permitida a retirada dos ingressos para todas as sessões do dia, limitado a um ingresso por pessoa/sessão.

PROGRAMA #1
65' | 14 ANOS
PROGRAMA #2
89' | 12 ANOS
PROGRAMA #3
78' | LIVRE
PROGRAMA #4
83' | 18 ANOS