CORPO CRÍTICO 2020

EXPERIMENTAÇÕES CRÍTICAS POR UM CINEMA IMPLICADO

Como pensar o fazer crítico em meio às crises sanitárias, econômicas, políticas que nos estilhaçam? Como partilhar o encontro e o pensamento através das múltiplas telas que tanto nos conectam quanto nos enquadram? Se a crítica de cinema pode ser essa conversa interminável entre filmes, realizadoras e realizadores e os públicos, como essa crítica se (re)posiciona nos festivais em casa? Essas são perguntas que propomos como inquietações partilhadas para os encontros (online) do Corpo Crítico durante o FestCurtasBH 2020.

Diante de incertezas e precariedades escancaradas pandemicamente, propomos essa oficina teórica-prática como uma partilha de experimentos críticos sobre filmes. Movendo-nos com as reflexões de Denise Ferreira da Silva e sua Poética Negra Feminista para pensarmos o cinema, os filmes e a crítica cinematográfica como partes implicadas de um mundo implicado. Um mundo em que tudo está permanentemente conectado, e do qual as imagens e o cinema não se desconectam. Assim, os encontros teóricos-práticos do Corpo Crítico deste ano convidam os participantes da oficina ao desenvolvimento de experimentos críticos que se impliquem com e impliquem a programação de filmes do FestCurtasBH 2020.

Kênia Freitas é crítica e curadora de cinema, com pesquisa sobre Afrofuturismo e o Cinema Negro. Fez estágios de pós- -doutorado (CAPES/PNPD) no programa de pós-graduação em Comunicação na UCB (2015-2018) e no programa de pós- -graduação em Comunicação da Unesp (2018-2020). Doutora pela Escola da Comunicação da UFRJ na linha Tecnologias da Comunicação e Estéticas (2015). Realizou a curadoria das mostras “Afrofuturismo: cinema e música em uma diáspora intergaláctica”, “A Magia da Mulher Negra” e “Diretoras Negras no Cinema brasileiro”. Escreve críticas para o site Multiplot!. Ministra cursos e oficinas sobre cinema negro, afrofuturismo e fabulações.